{"id":2415,"date":"2021-05-26T21:58:17","date_gmt":"2021-05-26T21:58:17","guid":{"rendered":"https:\/\/view.raulmourao.com\/?page_id=2415"},"modified":"2025-07-04T17:08:21","modified_gmt":"2025-07-04T17:08:21","slug":"bio","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.raulmourao.com\/en\/sobre\/bio\/","title":{"rendered":"BIO"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-53cf6d22 wp-block-columns-is-layout-flex\" id=\"txt\" style=\"margin-top:var(--wp--preset--spacing--80);margin-bottom:var(--wp--preset--spacing--80);padding-top:0;padding-bottom:0\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:50%\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Biografia do artista<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Raul Mour\u00e3o nasce no Rio de Janeiro (RJ) em 1967 e, durante a inf\u00e2ncia, seu contato com a arte come\u00e7a atrav\u00e9s de visitas a museus, com a fam\u00edlia, e na observa\u00e7\u00e3o de pinturas e desenhos que o pai realiza como hobbie. Na adolesc\u00eancia, desenvolve grande interesse por cinema, literatura, m\u00fasica e esportes. Na segunda metade da d\u00e9cada de 1980, faz cursos livres de fotografia e oficinas te\u00f3ricas de cinema no Cineclube do Esta\u00e7\u00e3o Botafogo, local que passa a frequentar com assiduidade. O contato com diferentes \u00e1reas culturais, assim como o interesse pelo esporte e pelas po\u00e9ticas da cidade e da rua, s\u00e3o fundamentais no desenvolvimento do seu trabalho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1986 inicia curso de gradua\u00e7\u00e3o em Comunica\u00e7\u00e3o, na Faculdade Helio Alonso. No mesmo ano, inscreve-se no curso de pintura, Bloqueios Criativos, realizado por Charles Watson, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Come\u00e7a a estagiar em uma produtora independente de v\u00eddeo e, nesse momento, tem o primeiro contato com opera\u00e7\u00e3o de c\u00e2meras e ilhas de edi\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No ano de 1988 ingressa na Faculdade de Arquitetura da Universidade Santa \u00darsula. Volta a ter aulas na EAV-Parque Lage que, nesse per\u00edodo, \u00e9 dirigida pelo cr\u00edtico de arte Frederico Morais. Ao longo dos tr\u00eas anos seguintes, Mour\u00e3o frequentou a escola participando de cursos e realizando pequenas mostras. Nesse per\u00edodo, conhece e convive com outros alunos como Adriano Pedrosa, Afonso Tostes, Ana Rondon, Augusto Herkenhoff, Cabelo, Cassia Castro, Daniel Feingold, Jos\u00e9 Bechara, Jos\u00e9 Damasceno, Marcelo Rocha, Marcia Thompson, Tatiana Grinberg, entre outros. Na mesma \u00e9poca, tamb\u00e9m se aproxima de artistas da chamada Gera\u00e7\u00e3o 80, como Alex Hamburguer, Analu Cunha, Andr\u00e9 Costa, Barr\u00e3o, Marcia X, Marcus Andr\u00e9, Marcos Chaves, Luiz Zerbini, Ricardo Basbaum, Ricardo Becker, Ricardo Maur\u00edcio e Roberto Tavares.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1989, durante a crise de seguran\u00e7a p\u00fablica vivida pelo Rio de Janeiro, faz os primeiros registros fotogr\u00e1ficos das grades que come\u00e7avam a ser instaladas pela cidade, para prote\u00e7\u00e3o e isolamento de resid\u00eancias e im\u00f3veis comerciais, al\u00e9m de espa\u00e7os p\u00fablicos e mobili\u00e1rio urbano. Esses registros acabam gerando a pesquisa Grades, que Mour\u00e3o desenvolve a partir da paisagem urbana ao longo das tr\u00eas d\u00e9cadas seguintes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1990, transfere-se para o curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Divide o ateli\u00ea, por um curto per\u00edodo, com Jos\u00e9 Damasceno, na Rua Taylor. Nessa \u00e9poca, o artista realiza as primeiras experimenta\u00e7\u00f5es tridimensionais, produzindo esculturas e objetos como Cream Cracker e Ovo Viol\u00e3o. Cria, em parceria com Damasceno, o artista fict\u00edcio Cafio, uma esp\u00e9cie de heter\u00f4nimo dos dois artistas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No ano de 1991, Raul Mour\u00e3o participa de sua primeira exposi\u00e7\u00e3o coletiva, o 15\u00ba Sal\u00e3o Carioca de Arte, na EAV-Parque Lage, com tr\u00eas desenhos e fica em segundo lugar na premia\u00e7\u00e3o do j\u00fari formado pelos cr\u00edticos de arte Frederico Morais, Ligia Canongia, Marcus de Lontra Costa, Paulo Ven\u00e2ncio Filho e Reynaldo Roels. O artista, que participa pela primeira vez de um sal\u00e3o, t\u00eam seu trabalho e premia\u00e7\u00e3o divulgados com grande destaque na m\u00eddia da \u00e9poca.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No in\u00edcio do ano de 1992, passa a dividir ateli\u00ea com Angelo Venosa, Cassia Castro, Jos\u00e9 Bechara e Luiz Pizarro, em um grande casar\u00e3o da Rua Visconde de Paranagu\u00e1, no bairro da Gl\u00f3ria, Rio de Janeiro. Em mar\u00e7o, realiza uma pequena mostra junto com o artista Cabelo na Livraria By the Book (RJ). Nessa mini-individual, intitulada Esculturas\/Desenhos, Mour\u00e3o apresenta duas pe\u00e7as em chapas de ferro galvanizado e duas obras em \u00f3leo sobre papel. Mas \u00e9 no ano seguinte, 1993, que realiza o que considera sua primeira exposi\u00e7\u00e3o individual. A convite de Everardo Miranda, apresenta Humano, na galeria do Espa\u00e7o Cultural S\u00e9rgio Porto (RJ), com trabalhos em m\u00e1rmore, ferro, vidro e \u00e1gua.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo da d\u00e9cada de 1990, Mour\u00e3o participa de uma s\u00e9rie de exposi\u00e7\u00f5es, coletivas e individuais, onde apresenta trabalhos que anunciam quest\u00f5es e procedimentos que v\u00e3o marcar toda a produ\u00e7\u00e3o do artista. Em 1993, volta a participar do Sal\u00e3o Carioca de Arte, na EAV-Parque Lage, e nessa 17\u00aa edi\u00e7\u00e3o apresenta a escultura Sem T\u00edtulo, que remete \u00e0 situa\u00e7\u00e3o da penalidade m\u00e1xima do jogo de futebol. Esse \u00e9 o primeiro trabalho do artista que dialoga com o esporte. J\u00e1 no ano seguinte (1994), participa da exposi\u00e7\u00e3o Preto no Branco e\/ou\u2026, com curadoria de Paulo Herkenhoff, tamb\u00e9m na EAV-Parque Lage, com os artistas Amador Perez, Anna Maria Maiolino, Franz Weissmann, Maria do Carmo Secco, Mira Schendel e Manoel Fernandes. Mour\u00e3o apresenta desenhos em \u00f3leo sobre papel. No texto publicado no folder da mostra, Herkenhoff comenta sobre o trabalho de Mour\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Nessa exposi\u00e7\u00e3o a obra de Raul Mour\u00e3o parece deliberadamente propor uma confus\u00e3o. A mat\u00e9ria bruta dos empastes de papel oleoso, contrasta no jogo de claro\/escuro gr\u00e1fico da \u201cfigura\u201d, linha gestual ou linha de contorno. (&#8230;) Se isso \u00e9 desenho, estranha \u00e9 a sua opul\u00eancia de corp\u00f3rea. Se isso \u00e9 pintura, marcante \u00e9 uma vontade gr\u00e1fica incorporada em carga pict\u00f3rica. No entanto, indagar se pintura ou desenho seria aqui d\u00favida ociosa, nesse processo hist\u00f3rico de expans\u00e3o do campo das linguagens. (&#8230;) Nessa obra pode ainda ser encontrada uma disparidade de humores. H\u00e1 jogos visuais graves, severos. H\u00e1 outros ir\u00f4nicos. A consequ\u00eancia centra-se num vocabul\u00e1rio de estranhezas, de formas primitivas, fantasm\u00e1ticas.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1995, na galeria do Espa\u00e7o Cultural S\u00e9rgio Porto (RJ), realiza o v\u00eddeo 7 artistas, para o qual convida os artistas Andr\u00e9 Costa, Barr\u00e3o, Carlos Bevilacqua, Eduardo Coimbra, Marcia Thompson, Marcos Chaves e Ricardo Basbaum. Mour\u00e3o os pendura com cintos de alpinismo nas paredes da galeria, filmando a a\u00e7\u00e3o e o espa\u00e7o expositivo ocupado por eles. Valendo-se do humor e da ironia, o artista realiza o seu primeiro trabalho em v\u00eddeo, abordando o universo da arte. Com dura\u00e7\u00e3o de 60 segundos, 7 artistas tem dire\u00e7\u00e3o de fotografia de Paulo Violeta e edi\u00e7\u00e3o de Leonardo Domingues. Segundo Mour\u00e3o, \u201cesse trabalho \u00e9 uma esp\u00e9cie de gag visual, na qual artistas e obras se confundem e ocupam o mesmo lugar.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1996, Mour\u00e3o realiza a sua segunda exposi\u00e7\u00e3o individual, na Galeria Ismael Nery do Centro de Artes Calouste Gulbenkian (RJ). Apresenta quatro esculturas em ferro e uma imagem digital. Por ocasi\u00e3o da mostra, h\u00e1 um debate com o artista Marco Veloso, que tamb\u00e9m escreve texto sobre o trabalho de Mour\u00e3o, cujo t\u00edtulo \u00e9 Um lugar que n\u00e3o existe:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;(&#8230;)Objetos da vida cotidiana s\u00e3o arrancados de seus contextos, delicadamente, por uma po\u00e9tica lan\u00e7ados no ambiente da arte, feitos em ferro e, ent\u00e3o, agressivamente, inseridos numa linguagem art\u00edstica de quase nonsense. Pode ser uma trave de futebol, uma vassoura, um gaveteiro ou um guardanapo sobre um copo. Se todo aquele que faz arte caracteriza-se por um estilo, esse misto de viol\u00eancia e sensibilidade s\u00e3o a assinatura de Raul. Mas, n\u00e3o h\u00e1 regras em arte e Raul talvez nem mesmo tenha um estilo.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1999 realiza na Fundi\u00e7\u00e3o Progresso (RJ) a exposi\u00e7\u00e3o individual Sint\u00e9tico, reunindo os trabalhos Sente-se, Alco\u00f3latra: indiv\u00edduo dado ao v\u00edcio do \u00e1lcool, Patas, Bolas, MAM, Carro\/\u00c1rvore\/Rua e Barcos\/Cabe\u00e7a. No folder publicado na ocasi\u00e3o s\u00e3o apresentados trechos de uma conversa, atrav\u00e9s da secret\u00e1ria eletr\u00f4nica, entre Mour\u00e3o e a artista Laura Lima, que tamb\u00e9m inaugura exposi\u00e7\u00e3o no local. Em uma das mensagens, Mour\u00e3o cita um trecho do livro Quincas Borba, de Machado de Assis, que remete ao universo e pensamento presentes em seu trabalho:\u00a0<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quem conhece o solo e o sub-solo da vida sabe muito bem que um trecho de muro, um banco, um tapete, um guarda-chuva, s\u00e3o ricos de id\u00e9ias ou de sentimentos, quando n\u00f3s tamb\u00e9m o somos, e que as reflex\u00f5es de parceria entre os homens e as cousas comp\u00f5em um dos mais interessantes phenomenos da terra.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No mesmo ano, tamb\u00e9m na Fundi\u00e7\u00e3o Progresso, apresenta a escultura Cartoon na mostra Fundi\u00e7\u00e3o em conserto. Para esse trabalho, o cineasta Piu Gomes escreve o seguinte texto:\u00a0<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A cena \u00e9 cl\u00e1ssica: do alto, o objeto pesado despenca em cima do personagem, que estatelado, fica a ver estrelas no ar. CARTOON transporta a ironia de um dos \u00edcones do cinema de anima\u00e7\u00e3o para o espa\u00e7o da arte. Um corpo sem cabe\u00e7a, literal palet\u00f3 de madeira que termina na grande caixa, pesada, desproporcional. \/ Estamos perante o achatamento do pensamento racional, esmagado por uma blitzkrieg emocional? Ou constatamos que a vida real pode ser t\u00e3o imprevis\u00edvel como o mundo do desenho animado, onde as coisas desabam sobre a gente sem aviso pr\u00e9vio? \/ Voc\u00ea viu o cabe\u00e7\u00e3o por a\u00ed? Dizia uma can\u00e7\u00e3o dos Golden Boys. Stop making sense, dizia uma can\u00e7\u00e3o dos Talking Heads. CARTOON radicaliza essa proposta sendo fiel ao universo que o originou: simplesmente, nonsense. Quebre a cabe\u00e7a.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda em 1999, participa no Pa\u00e7o Imperial da exposi\u00e7\u00e3o Os 90, a convite da artista Iole de Freitas, uma das curadoras da mostra. Apresenta a instala\u00e7\u00e3o N\u00e3o Realizados, composta por pe\u00e7as que fazem parte de projetos de grande escala desenvolvidos por Mour\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em paralelo \u00e0s exposi\u00e7\u00f5es, em 1992 conhece o diretor de cinema Roberto Berliner e inicia parceria de trabalho que, ao longo dos anos 1990, o leva a realizar a co-dire\u00e7\u00e3o e a dire\u00e7\u00e3o de arte de videoclipes (Skank, Os Paralamas do Sucesso, Lob\u00e3o, Pedro Lu\u00eds e a Parede, entre outros) e document\u00e1rios (s\u00e9rie Som da Rua e A pessoa \u00e9 para o que nasce). Em 1996 realiza desenho para o encarte do CD Nove Luas dos Paralamas do Sucesso. Para esse projeto, tamb\u00e9m s\u00e3o convidados os artistas Beatriz Milhazes, Barr\u00e3o, Daniel Senise, Ione Saldanha, Lygia Pape e Victor Arruda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 em 1995, Mour\u00e3o, Eduardo Coimbra e Ricardo Basbaum lan\u00e7am, na EAV-Parque Lage, a revista Item, concebida e editada pelos tr\u00eas. A item-1 apresenta desenho de Artur Barrio e textos de Leonilson, Lygia Pape, Ricardo Basbaum e S\u00e9rgio Romagnolo. Esse primeiro n\u00famero, com conte\u00fado totalmente in\u00e9dito, tem como tema os textos de artistas. A Item-2, cujo tema \u00e9 m\u00fasica, apresenta desenho de Hermeto Pascoal e textos de Ronaldo Brito, Arthur Omar, Nuno Ramos, Itamar Assump\u00e7\u00e3o, Paulo Herkenhoff e Jos\u00e9 Thomaz Brum. Publicado em outubro, esse segundo n\u00famero \u00e9 lan\u00e7ado no Rio de Janeiro, em S\u00e3o Paulo, em Bras\u00edlia e em Goi\u00e2nia. A partir do n\u00famero seguinte, Mour\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o participa mais da edi\u00e7\u00e3o da revista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda em parceria com Coimbra e Basbaum, funda e coordena em 1998 o AGORA &#8211; Ag\u00eancia de Organismos Art\u00edsticos, criado no Rio de Janeiro para atuar de forma din\u00e2mica e independente na concep\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o de projetos que visam ampliar o campo de atua\u00e7\u00e3o e debate da arte contempor\u00e2nea brasileira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em maio de 2000, Mour\u00e3o, Eduardo Coimbra, Ricardo Basbaum e Helmut Batista, fundam e passam a coordenar o Espa\u00e7o AGORA\/Capacete, fruto da uni\u00e3o dos grupos Agora e Capacete Entretenimentos, localizado na Rua Joaquim Silva, na Lapa (RJ). A coordena\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o fica a cargo da historiadora Luiza Mello. No evento de inaugura\u00e7\u00e3o, o grupo Chelpa Ferro apresenta a performance &#8220;A garagem do gabinete\u201d de Chico. No mesmo ano, o Agora inicia a publica\u00e7\u00e3o de uma coluna semanal de arte contempor\u00e2nea, no site super11. Para a coluna, que \u00e9 apresentada durante tr\u00eas meses, Mour\u00e3o escreve alguns textos. Em 2001, organiza a individual de Fernanda Gomes, no Espa\u00e7o AGORA\/Capacete. Escreve o texto Visita \u00e0 camarada F., sobre o trabalho da artista, que \u00e9 publicado no site super11. Por ocasi\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o, Mour\u00e3o participa de um debate com o cr\u00edtico Paulo Venancio Filho. No mesmo ano o Espa\u00e7o AGORA\/Capacete \u00e9 selecionado pelo programa Petrobras Artes Visuais. O projeto aprovado inclui a realiza\u00e7\u00e3o de seis exposi\u00e7\u00f5es, a publica\u00e7\u00e3o de dois n\u00fameros da revista Item e a constru\u00e7\u00e3o de um site.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa d\u00e9cada \u00e9 marcada pela participa\u00e7\u00e3o em uma s\u00e9rie de exposi\u00e7\u00f5es. Ainda em 2000 participa da mostra A imagem do som de Gilberto Gil, no Pa\u00e7o Imperial, apresentando pela primeira vez, uma obra da s\u00e9rie Grades, intitulada Prot\u00f3tipo. No ano seguinte, a pesquisa Grades\/Rio de Janeiro\/2000 \u00e9 selecionada pelo 6o Programa de Bolsas RIOARTE, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Com o apoio da bolsa, Mour\u00e3o desenvolve a pesquisa durante um ano [de setembro de 2001 a 2002], dedicando-se a registrar as grades no espa\u00e7o urbano. A pesquisa, que se restringia ao Rio de Janeiro, passa a abranger as cidades de Porto Alegre, S\u00e3o Paulo e Vila Velha. Segundo o artista:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;(&#8230;) a ocupa\u00e7\u00e3o desordenada das vias p\u00fablicas que observamos no Rio tamb\u00e9m de repete nessas cidades. O caos \u00e9 o mesmo e acabei descobrindo novos objetos-estruturas-grades: carrinhos de catadores de papel, cercas de \u00e1rvore, o esqueleto das barracas de camel\u00f4s, churrasqueiras improvisadas, cavaletes, etc. Tudo isso foi fotografado e esse novo material acabou sendo incorporado \u00e0 pesquisa.\u201d\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda em 2001, realiza a v\u00eddeo-performance Artistas na III Bienal do Mercosul, em Porto Alegre, na qual retoma a ideia desenvolvida em 7 Artistas (1995). Mour\u00e3o convida os artistas Lucia Koch, M\u00e1rio Ramiro e Nelson Rosa para participar da performance realizada na noite de inaugura\u00e7\u00e3o da Bienal, no Hospital Psiqui\u00e1trico S\u00e3o Pedro. Os tr\u00eas s\u00e3o pendurados, com equipamentos de alpinismo, nas paredes do espa\u00e7o expositivo, e permanecem assim por uma hora, enquanto o espa\u00e7o fica aberto para os convidados. A a\u00e7\u00e3o \u00e9 registrada por v\u00e1rias c\u00e2meras. No dia seguinte, posicionados nos mesmos locais e presos com os mesmos equipamentos, encontram-se monitores de v\u00eddeo, que apresentam registros de cada artista, com dura\u00e7\u00e3o de 58 minutos. Mour\u00e3o tamb\u00e9m apresenta a escultura A Grande \u00c1rea, produzida com a\u00e7o pintado e seguindo as dimens\u00f5es oficiais do campo de futebol, conforme regulamento da FIFA. A obra integrou a mostra de interven\u00e7\u00f5es urbanas, realizada no Parque Sirotski Sobrinho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m em 2001, Mour\u00e3o apresenta a instala\u00e7\u00e3o O carro\/A grade\/O ar na mostra Panorama da Arte Brasileira, com curadoria de Paulo Reis, Ricardo Basbaum e Ricardo Resende, no Museu de Arte Moderna, S\u00e3o Paulo. Participa da exposi\u00e7\u00e3o Outra Coisa, realizada pelo AGORA, no Museu Vale do Rio Doce, Vila Velha, junto com Br\u00edgida Baltar, Eduardo Coimbra, Jo\u00e3o Mod\u00e9 e Ricardo Basbaum. No texto de apresenta\u00e7\u00e3o da mostra, o cr\u00edtico de arte Paulo Sergio Duarte escreve:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;(&#8230;) O veio reflexivo da arte contempor\u00e2nea no Brasil conseguiu se manifestar, com evidente contund\u00eancia pl\u00e1stica, numa po\u00e9tica rica e generosa em rela\u00e7\u00e3o ao espectador, sem abrir m\u00e3o da complexidade necess\u00e1ria para a explora\u00e7\u00e3o cr\u00edtica de limites e fronteiras. \u00c9 dentro dessa tradi\u00e7\u00e3o recente que esses trabalhos se inscrevem. A riqueza individual de cada uma das obras \u00e9 evidente e caberia uma longa disserta\u00e7\u00e3o para apontar suas contribui\u00e7\u00f5es, e no entanto, cabe sublinhar um tra\u00e7o comum: a pesquisa formal desses artistas atreve-se a romper sem medo certos tiques recentes da arte brasileira que amesquinham sua hist\u00f3ria.\u201d\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2002, a exposi\u00e7\u00e3o Love\u2019s House, idealizada por Mour\u00e3o e produzida pelo AGORA, re\u00fane treze artistas cariocas: Br\u00edgida Baltar, Carla Gagliardi, Chelpa Ferro, Eduardo Coimbra, Fernanda Gomes, Jo\u00e3o Mod\u00e9, Laura Lima, L\u00edvia Flores, Marcos Chaves, Ricardo Basbaum, Ricardo Becker, Tatiana Grinberg e o pr\u00f3prio Mour\u00e3o. Durante uma semana, simultaneamente \u00e0 25\u00aa Bienal de S\u00e3o Paulo, cada artista ocupa um quarto do terceiro andar do hotel Love\u2019s House, que fica ao lado da sede do AGORA, na Lapa. No quarto 303, Mour\u00e3o apresenta \u00c1rea de queda, instala\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie Grades, composta por tr\u00eas pe\u00e7as em a\u00e7o pintado de branco.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No mesmo ano, escreve texto para a exposi\u00e7\u00e3o Est\u00edmulo Puro, de Jo\u00e3o Mod\u00e9, que encerra as atividades do AGORA. O coletivo, ao longo dos quase tr\u00eas anos de atividade, realizou trabalhos com os artistas Antoni Muntadas, Br\u00edgida Baltar, Carlos Bevilacqua, Chelpa Ferro, Fernanda Gomes, Foreign Investment, Jo\u00e3o Mod\u00e9, Jordan Crandall, Karin Schneider, Laura Lima, Livia Flores, Nicol\u00e1s Guagnini, Tatiana Grinberg, e com os cr\u00edticos e curadores Claudio Dacosta, Gl\u00f3ria Ferreira, Ligia Canongia, Paulo Herkenhoff, Paulo Sergio Duarte, Paulo Ven\u00e2ncio Filho e Ronaldo Barbosa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda em 2002, realiza o v\u00eddeo C\u00e3o\/Le\u00e3o, que apresenta o dia de um cachorro vira-lata. Segundo Mour\u00e3o, &#8220;o v\u00eddeo \u00e9 uma par\u00f3dia de reality show que transforma a rotina do vira-lata. De figura desprezada e abandonada, o cachorro se transforma em personagem principal de um filme, centro das aten\u00e7\u00f5es de uma equipe de filmagem. Uma mistura sarc\u00e1stica de imagens documentais ao modo National Geographic e narrativa do Walt Disney. Do anonimato ao estrelato em apenas 15 minutos.&#8221; O v\u00eddeo, com dura\u00e7\u00e3o de 45 minutos, \u00e9 dirigido por Mour\u00e3o em parceria com a diretora Paola Vieira e edi\u00e7\u00e3o de Leonardo Domingues.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 tamb\u00e9m em 2002 que faz sua primeira individual em Belo Horizonte.&nbsp; Carga Viva re\u00fane na Celma Albuquerque Galeria de Arte (BH) esculturas e serigrafias da s\u00e9rie Grades, Cart\u00f5es, Sem bra\u00e7os e sem cabe\u00e7a e o v\u00eddeo-objeto Artistas\/Lucia Koch. No texto do cat\u00e1logo, o cr\u00edtico Fernando Cocchiarale, escreve:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ao contr\u00e1rio da l\u00f3gica do ready made, as apropria\u00e7\u00f5es feitas por Mour\u00e3o restringem-se, em sua maioria, \u00e0 esfera dos materiais de trabalho, determinada, com freq\u00fc\u00eancia, pela analogia com a mat\u00e9ria-prima usada nos objetos reais que servem de refer\u00eancia \u00e0s recria\u00e7\u00f5es do artista. (&#8230;) Ele quase nunca utiliza objetos previamente produzidos. Toma-os, antes, enquanto refer\u00eancia para seu trabalho, jamais como modelos. No entanto, n\u00e3o existe aqui, tamb\u00e9m, por oposi\u00e7\u00e3o ao ready made, qualquer proximidade com a valoriza\u00e7\u00e3o do artesanato, da mimesis, ou de outras formas de representa\u00e7\u00e3o.&#8221;\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Rio de Janeiro, tamb\u00e9m participa das exposi\u00e7\u00f5es coletivas Caminhos do contempor\u00e2neo 1952\/2002, no Pa\u00e7o Imperial; A cultura em tempos de AIDS, no Museu Nacional de Belas Artes; e Panorama da Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna. Essa \u00faltima, itinera, em seguida, para o Museu de Arte Moderna da Bahia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2003, o artista apresenta a exposi\u00e7\u00e3o individual Cego s\u00f3 bengala, no Centro Universit\u00e1rio Maria Antonia da USP. Mour\u00e3o exp\u00f5e a s\u00e9rie de fotografias DRAMA.DOC e esculturas, realizadas a partir da pesquisa Grades. No cat\u00e1logo da mostra, a cr\u00edtica Daniela Labra escreve:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Numa par\u00f3dia provocativa, Mour\u00e3o recorta certa situa\u00e7\u00e3o do panorama da urbe e a cola no espa\u00e7o f\u00edsico reservado \u00e0 Arte. Do seu particular fasc\u00ednio com grades, o artista explora a quest\u00e3o social embutida na hist\u00f3rica import\u00e2ncia dada a essas estruturas e principalmente o lado pl\u00e1stico do absurdo anti-est\u00e9tico de muitas constru\u00e7\u00f5es que acabam tornando-se \u201csub-arquiteturas\u201d em nome da seguran\u00e7a refor\u00e7ada. A cidade nos serve diariamente um banquete de visualidades mas, acostumados com aberra\u00e7\u00f5es ao redor, passeamos inc\u00f3lumes pelas vias congestionadas de sujeiras e maravilhas, esquecidos de que tudo o que se v\u00ea \u00e9 produto e consequ\u00eancia de n\u00f3s mesmos.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No fim de 2003 apresenta a exposi\u00e7\u00e3o Pequenas Fra\u00e7\u00f5es, primeira individual realizada pela galeria LURIXS Arte Contempor\u00e2nea, Rio de Janeiro. Nessa mostra, Mour\u00e3o re\u00fane trabalhos elaborados a partir de imagens, sinais, s\u00edmbolos e marcos do cotidiano da cidade e de sua pr\u00f3pria vida. &#8220;Caderno de anota\u00e7\u00f5es&#8221;, por exemplo, \u00e9 uma anima\u00e7\u00e3o digital de 20 minutos de dura\u00e7\u00e3o, feita a partir de desenhos retirados de seus cadernos pessoais. Mour\u00e3o tamb\u00e9m apresenta as serigrafias &#8220;Maracan\u00e3 enterrado&#8221;, &#8220;Escultura para Waly&#8221; e &#8220;Mata-mata&#8221;, duas esculturas da s\u00e9rie &#8220;Boxer&#8221; e duas pinturas em tinta automotiva e f\u00f3rmica sobre MDF.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2004, a convite do cr\u00edtico de arte e curador Agnaldo Farias, apresenta a instala\u00e7\u00e3o Entonces, da s\u00e9rie Grades, composta por 100 esculturas de a\u00e7o, na mostra SP 450 Paris, no Instituto Tomie Ohtake (SP). No mesmo ano a instala\u00e7\u00e3o inaugura no Pa\u00e7o Imperial (RJ), e sobre ela o cr\u00edtico de arte Luiz Camillo Os\u00f3rio escreve:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Entonces, que \u00e9 o sugestivo t\u00edtulo da exposi\u00e7\u00e3o, parece se desdobrar em uma pergunta sobre o que fizemos de nosso espa\u00e7o urbano. N\u00f3s nos protegemos e nos enclausuramos, esse \u00e9 o paradoxo de uma cidade em p\u00e2nico. (&#8230;) Assim como em outros momentos de sua trajet\u00f3ria, \u00e9 tamb\u00e9m a ambival\u00eancia entre signo e forma algo determinante nessa obra. A desconstru\u00e7\u00e3o do signo e a constitui\u00e7\u00e3o da forma v\u00e3o se processar no deslocamento &#8220;das grades&#8221; para a galeria, na perturba\u00e7\u00e3o da funcionalidade, na produ\u00e7\u00e3o de um n\u00e3o-lugar.&#8221; (Fonte: Segundo Caderno do Jornal O Globo, 18 de maio)\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Convidado para a segunda edi\u00e7\u00e3o dos projetos especiais do Museu de Arte Contempor\u00e2nea de Niter\u00f3i, o artista apresenta, ainda em 2004, a exposi\u00e7\u00e3o &#8220;DRAMA.DOC\u201d, composta por fotografias e esculturas. Sobre o trabalho de Mour\u00e3o, o cr\u00edtico e curador Guilherme Bueno escreve:\u00a0<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;(&#8230;)Tomada a visualidade como ato afirmativo, o que se coloca, de certo modo, \u00e9 um desafio hist\u00f3rico. Pois se a grade constitu\u00eda o instrumento renascentista de vislumbre de uma ordem c\u00f3smica (a perspectiva) ou, no caso de um artista moderno como Mondrian, a express\u00e3o depurada rumo \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o do sujeito no mundo atrav\u00e9s do olhar, aqui ela parece fazer retornar essa ansiedade em contram\u00e3o: n\u00e3o \u00e9 mais o objeto de atravessamento em dire\u00e7\u00e3o a conte\u00fados puros, e sim a materialidade efetiva daquilo que nos cerca. (&#8230;)&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2005 realiza a exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Luladepel\u00facia\u201d, na LURIXS Arte Contempor\u00e2nea (RJ). A partir da imagem do Presidente Lula, Mour\u00e3o produz industrialmente bonecos de pel\u00facia, al\u00e9m de desenhos e trabalhos gr\u00e1ficos em parceria com os artistas Barr\u00e3o, Carlos Vergara, F\u00e1bio Cardoso, Lenora de Barros, Luiz Zerbini e Marcos Chaves. Escrevem textos sobre o trabalho, o publicit\u00e1rio Andr\u00e9 Eppinghauss, Daniela Labra, Fausto Fawcett, Marcelo Pereira, o cr\u00edtico de arte Paulo Reis, Piu Gomes e o artista pl\u00e1stico Andr\u00e9 Sheik. A s\u00e9rie de trabalhos apresentada na mostra, que tem repercuss\u00e3o imediata na m\u00eddia nacional, come\u00e7ou a ser pensada pelo artista quando o Presidente tomou posse, em janeiro de 2003.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda em 2006 realiza a exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Luladepel\u00facia\u201d e outras coisas na galeria Oeste, S\u00e3o Paulo, apresentando nova s\u00e9rie de personagens ainda inspirados na figura do presidente. Mour\u00e3o convida 20 artistas para realizar os desenhos em parceria com ele: Afonso Tostes, Artur Lescher, Barr\u00e3o, Carlito Carvalhosa, Carlos Bevilacqua, Daniel Steegmann, Ding Musa, Eduardo Coimbra, Fabio Cardoso, Guto Lacaz, Jos\u00e9 Spaniol, Leda Catunda, Lenora de Barros, Marco Gianotti, Marcos Chaves, Nina Moraes, Paulo Climachauska, Renata Lucas, Rochelle Costi e Sergio Romagnolo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No ano seguinte, apresenta sua terceira exposi\u00e7\u00e3o individual na galeria Lurixs Arte Contempor\u00e2nea, exibindo duas s\u00e9ries de trabalhos, todos produzidos no mesmo ano. Na s\u00e9rie Fitografias mergulhou na observa\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio informal de bebidas do Rio de Janeiro se apropriando da geometria colorida das fitas adesivas que protegem as caixas de isopor dos vendedores ambulantes para realizar telas e um objeto tridimensional com faixas de f\u00f3rmica coloridas aplicadas sobre MDF. No outro conjunto de esculturas que completa a exposi\u00e7\u00e3o, Mour\u00e3o mistura caixas com pequenas mesas e bancos criando obras que se assemelham a objetos do cotidiano, mas destitu\u00eddos de suas caracter\u00edsticas funcionais. Ainda para essa exposi\u00e7\u00e3o foi produzida a anima\u00e7\u00e3o 4 caixas \/ 4 bases, em que diferentes combina\u00e7\u00f5es de bases e caixas s\u00e3o apresentadas. No mesmo ano, Raul Mour\u00e3o monta na 3+1 Arte Contempor\u00e2nea (Lisboa, Portugal) a individual Mec\u00e2nico, onde apresenta trabalhos da s\u00e9rie &#8220;Fitografias&#8221;, &#8220;Caderno de anota\u00e7\u00f5es&#8221; e o v\u00eddeo &#8220;C\u00e3o\/Le\u00e3o&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2008 na Caixa Cultural do Rio de Janeiro participa da exposi\u00e7\u00e3o coletiva Travessias Cariocas com a instala\u00e7\u00e3o Daisy e eu, resultado da experi\u00eancia proposta pelo poeta e cr\u00edtico Adolfo Montejo Navas, onde cada artista participante deveria se apropriar da po\u00e9tica de outro integrante da coletiva. No caso, Raul inspira-se na obra da artista Daisy Xavier. No ano seguinte, apresenta uma instala\u00e7\u00e3o no jardim do Museu da Casa Brasileira (SP) composta por conjunto de pedras brutas cercadas por grades de a\u00e7o, como parte da exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Experimentando espa\u00e7os\u201d , com curadoria de Agnaldo Farias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda nos anos 2000, para al\u00e9m das exposi\u00e7\u00f5es, participa da cria\u00e7\u00e3o da Tecnopop, produtora de design multim\u00eddia, com os designers Marcelo Pereira e Sonia Barreto, o jornalista Luis Marcelo Mendes e o empreendedor Rodrigo Machado. Em 2003, o designer e arquiteto Andr\u00e9 Stolarski passa a integrar o grupo de s\u00f3cios da empresa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2010 foi um ano de transi\u00e7\u00e3o para a obra de Raul Mour\u00e3o. Inspirado em experi\u00eancias que bailarinos da companhia de dan\u00e7a Intr\u00e9pida Trupe desenvolviam com algumas de suas esculturas da s\u00e9rie Grades, para apresenta\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo Cole\u00e7\u00f5es, Raul percebeu a possibilidade de cria\u00e7\u00e3o de esculturas cin\u00e9ticas. O que marcou essa transi\u00e7\u00e3o foi a apresenta\u00e7\u00e3o da instala\u00e7\u00e3o Passagem em mar\u00e7o na exposi\u00e7\u00e3o Projetos (in)Provados com curadoria de S\u00f4nia Salcedo na Caixa Cultural do Rio de Janeiro. A mostra tem como ponto de partida a rela\u00e7\u00e3o entre arte e arquitetura, e reuniu dentro do espa\u00e7o expositivo e tamb\u00e9m no entorno do edif\u00edcio da CAIXA, como o Largo da Carioca, obras de 12 artistas, entre instala\u00e7\u00f5es, interven\u00e7\u00f5es e seus respectivos registros e projetos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda nesse ano, inaugura a exposi\u00e7\u00e3o individual Balan\u00e7o Geral na Galeria Ateli\u00ea Subterr\u00e2nea, em Porto Alegre \u2013 primeira individual do artista a apresentar obras cin\u00e9ticas. No texto de apresenta\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o, intitulado Do ferro ao afeto (2010), o cr\u00edtico Felipe Scovino comenta:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cFoi impressionante perceber n\u00e3o apenas uma nova possibilidade para uma experi\u00eancia cin\u00e9tica nas artes, mas fundamentalmente a a\u00e7\u00e3o em seu estado bruto transformando algo com o qual sempre identificamos como inerte. Portanto, uma a\u00e7\u00e3o que, rompendo com a in\u00e9rcia da forma-matriz, projeta a escultura para o espa\u00e7o. Pela a\u00e7\u00e3o do gesto sobre a mat\u00e9ria, essas esculturas se mant\u00eam todas iguais, s\u00f3 que absolutamente diferentes entre si. Cada uma \u00e9 uma, sendo fundamentalmente todas. No deslocamento da contempla\u00e7\u00e3o para a a\u00e7\u00e3o, Balan\u00e7os promove uma esp\u00e9cie de suspens\u00e3o do sujeito; seu ponto de partida \u00e9 o acionamento do mecanismo cin\u00e9tico pelo toque do espectador. No ritmo coordenado de seu movimento, uma fra\u00e7\u00e3o de tempo (que n\u00e3o corresponde ao tempo cronol\u00f3gico, mas se coloca como espa\u00e7o\/tempo experimental de liberdade) imp\u00f5e o que poder\u00edamos qualificar como sequestro do espectador: como se naquela exata condi\u00e7\u00e3o espacial e temporal, a obra anunciasse que a arte n\u00e3o se reduz ao objeto que resulta de sua pr\u00e1tica, mas ela \u00e9 essa pr\u00e1tica como um todo\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos meses que se seguiram foram outras duas exposi\u00e7\u00f5es individuais apresentando esculturas cin\u00e9ticas: Cuidado Quente na Galeria Nara Roesler, S\u00e3o Paulo, e Ch\u00e3o, Parede e Gente na galeria LURIXS: Arte Contempor\u00e2nea, no Rio de Janeiro. O cr\u00edtico Frederico Coelho escreveu o texto que acompanhou a mostra carioca, no qual aponta:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cRaul Mour\u00e3o sempre esteve apavorado. Blindado em abstra\u00e7\u00f5es, andava nas ruas e via grades onde viam a salva\u00e7\u00e3o. Cercou carros, cercou pedras, cercou \u00e1rvores, perseguiu cachorros, esmagou cabe\u00e7as, calou surdos, encaixotou mitos, pendurou artistas, expandiu \u00f3dios, cultivou parceiros. Eis que, atrav\u00e9s de uma fresta, quando reatamos ilus\u00f5es e celebramos a vida a troco de nada, Raul encontrou leveza. Uma forma de espantar os males e expandir afetos se apresentou a ele onde menos se esperava: no geom\u00e9trico vai e vem do a\u00e7o. Na frieza dos \u00e2ngulos retos, o artista abriu uma nova avenida para os seus olhos. Mesmo assim o pavor permanece. Estar apavorado n\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o, mas sim uma condi\u00e7\u00e3o. Raul e seu ateli\u00ea localizam o mundo inteiro a partir de uma rua do bairro da Lapa. \u00c0s vezes, ele se instala na subida da escadaria, onde os gringos e as putas e os moleques e os azulejos e as fam\u00edlias e os casais e os abandonados cruzam os dias fren\u00e9ticos do artista. Ignorando choques de ordem e condom\u00ednios com academias de gin\u00e1stica, as ruas da Lapa continuam alucinadas. Raul sabe disso. As esculturas cin\u00e9ticas dessa exposi\u00e7\u00e3o s\u00e3o a prova de que mesmo nessa alucina\u00e7\u00e3o urbana, mesmo na ferrugem que carcome as formas, mesmo apertados entre ch\u00e3o, parede e gente, ainda h\u00e1 beleza\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2012 apresenta no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro a exposi\u00e7\u00e3o individual Tra\u00e7\u00e3o Animal, onde s\u00e3o expostas esculturas produzidas com tubos de a\u00e7o galvanizado e bra\u00e7adeiras, a instala\u00e7\u00e3o Sala\/Sombra e o v\u00eddeo Plano\/Acaso, formando um conjunto representativo de obras recentes. Para o cat\u00e1logo da exposi\u00e7\u00e3o, o cr\u00edtico Luiz Camillo Os\u00f3rio, curador da exposi\u00e7\u00e3o, escreveu:\u00a0<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA presen\u00e7a pl\u00e1stica e visual do mundo entra em sua obra n\u00e3o como tema, mas como energia que se infiltra no processo criativo, desdobrando o olhar curioso em estruturas cin\u00e9ticas, em planos r\u00edtmicos, em sombras dan\u00e7antes. O movimento dos balan\u00e7os se desloca para os planos verticais do elevador e deste para o desenho misterioso de luz e sombra. Se na sala das sombras, apesar da presen\u00e7a f\u00edsica das pequenas esculturas, h\u00e1 um encantamento meio m\u00e1gico, que surpreende o espectador e o leva para um plano meio fantasioso, meio ilus\u00f3rio, no v\u00eddeo, apesar da virtualidade do meio, o que prevalece \u00e9 a materialidade que se insinua entre os planos de luz, sombra e concreto. Um nos leva ao sonho, o outro nos leva \u00e0 cidade. Este jogo entre sonho e cidade \u00e9 algo que atravessa a po\u00e9tica do Raul desde sempre e que convida a um descondicionamento da percep\u00e7\u00e3o. As coisas podem ser percebidas sem uma determina\u00e7\u00e3o funcional, sem a prescri\u00e7\u00e3o definida por qualquer ordem de necessidade. Esta \u00e9 a liberdade de um olhar est\u00e9tico que se deixa seduzir pelo mero aparecer dos fen\u00f4menos, pela simultaneidade e pela singularidade dos dados sens\u00edveis do acontecimento. A c\u00e2mera aberta e atenta ao lento movimento do elevador est\u00e1 dispon\u00edvel ao acaso e a mera frui\u00e7\u00e3o do que se apresenta em cada passagem de luz\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nessa mesma d\u00e9cada, suas esculturas cin\u00e9ticas ganham escala e passam a ser pensadas para a \u00e1rea externa de museus e tamb\u00e9m no espa\u00e7o urbano. Ainda em 2012, a exposi\u00e7\u00e3o Toque Devagar leva para a Pra\u00e7a Tiradentes, no centro do Rio de Janeiro, seis esculturas cin\u00e9ticas de grandes dimens\u00f5es. Em 2016 foi a vez do Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE) receber a exposi\u00e7\u00e3o Voc\u00ea est\u00e1 aqui, que al\u00e9m das obras no espa\u00e7o expositivo do museu, apresentou uma escultura cin\u00e9tica de grandes dimens\u00f5es no p\u00e1tio externo. Cau\u00ea Alves, curador da exposi\u00e7\u00e3o, destacou em seu texto:\u00a0<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cDe fato, h\u00e1 um tom l\u00fadico nas pe\u00e7as de Raul Mour\u00e3o. Elas dan\u00e7am, se comportam como se beliscassem a arquitetura e evocam uma espontaneidade, uma a\u00e7\u00e3o descontra\u00edda e despretensiosa do corpo do visitante. O movimento ritmado e o equil\u00edbrio das esculturas entret\u00eam o p\u00fablico, atraem o olhar, sem deixar de provocar questionamentos. Ser\u00e1 que a exposi\u00e7\u00e3o est\u00e1 pronta? A apar\u00eancia de inacabado, a transpar\u00eancia das pe\u00e7as s\u00e3o relevantes ao chamarem aten\u00e7\u00e3o para o processo de constru\u00e7\u00e3o, para o devir. As estruturas modulares, usadas em grandes projetos de engenharia, para o sujeito desavisado, poderia indicar que o pr\u00e9dio do museu passa por alguma reforma. Embora o MuBE esteja bem conservado, conceitualmente est\u00e1 se revitalizando, est\u00e1 em obras. Um novo projeto curatorial e de gest\u00e3o est\u00e3o sendo implantados. A mostra de Raul Mour\u00e3o faz parte desse novo MuBE e colabora para uma outra rela\u00e7\u00e3o da arte com a arquitetura e a paisagem urbana, ressaltando o lugar onde estamos: aqui\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ano de 2013 tamb\u00e9m marca a mudan\u00e7a do artista para Nova York, que passa a se dividir entre o ateli\u00ea da Lapa (RJ) e do Harlem (NY). Entre as exposi\u00e7\u00f5es que realiza na cidade est\u00e1 a coletiva All The best Artists Are My Friend &#8211; part 1, curada pelo artista Ray Smith em 2014 na Mana Glass Gallery. J\u00e1 em 2015 apresenta no The Bronx Museum a exposi\u00e7\u00e3o Please Touch reunindo uma instala\u00e7\u00e3o hom\u00f4nima de grande escala no terra\u00e7o do museu, al\u00e9m das obras Street Arrow (inspirado em sinaliza\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria e antigos pain\u00e9is publicit\u00e1rios) e Cave (uma refer\u00eancia \u00e0s portas met\u00e1licas das caves encontradas em frente a restaurantes e bodegas de toda a cidade). Ainda em 2015, realiza Su Casa no espa\u00e7o Gitler &amp; _____, apresentando pinturas da s\u00e9rie Janelas. No mesmo ano, oito pinturas dessa s\u00e9rie formam o n\u00facleo central da exposi\u00e7\u00e3o Fenestra, na galeria Lurixs Arte Contempor\u00e2nea, com curadoria de Eucana\u00e3 Ferraz. Em seu texto de apresenta\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o, ele escreve:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas esculturas apresentadas agora na Lurixs, as grades permanecem de fora do foco de interesse, mas a abstra\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m recuou para dar a ver algo prosaico e reconhec\u00edvel, que as grades furtavam \u00e0 vista: as pr\u00f3prias janelas. Estamos, por\u00e9m, diante da inven\u00e7\u00e3o, e com ela ergue-se uma arquitetura fragment\u00e1ria e m\u00f3vel, dan\u00e7ante, gra\u00e7as a uma cinese da mat\u00e9ria que refaz aos olhos \u2013 e ao toque \u2013 do espectador as condi\u00e7\u00f5es de peso, volume, movimento, equil\u00edbrio, tempo, valor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Interessa aqui menos a fun\u00e7\u00e3o ou a utilidade das coisas que sua situa\u00e7\u00e3o e ontologia. O olhar de Mour\u00e3o volta-se sobretudo para a inteligibilidade aparente das formas, como se estas falassem diretamente conosco. O conjunto de sua obra \u2013 esculturas, desenhos, pinturas, gravuras, v\u00eddeos, instala\u00e7\u00f5es, performances \u2013 vasculhou sempre subjetividades em a\u00e7\u00e3o, em permanente coincid\u00eancia com o espa\u00e7o real em que se movem. Se a cidade, contudo, n\u00e3o se separa de seu habitante, e vice-versa, n\u00e3o interessam a paisagem ou as conting\u00eancias de tempo e espa\u00e7o como simples pano de fundo: as formas arrancadas \u00e0 cidade importam na medida em que deixam ver a mem\u00f3ria das pr\u00e1ticas sociais. Por isso, em vez de formas puras temos aquela geometria impura, na qual j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel vislumbrar uma abstra\u00e7\u00e3o stricto sensu nem a mera figura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2019 apresenta sua terceira individual na Galeria Nara Roesler: Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 teoria dos opostos absolutos. Repleta de antagonismos, a exposi\u00e7\u00e3o reafirma a produ\u00e7\u00e3o multim\u00eddia do artista \u2013 composta de esculturas, fotografias, pinturas e v\u00eddeos \u2013 e incorpora coment\u00e1rios po\u00e9ticos sobre o caos social e pol\u00edtico brasileiro naquele momento. Uma das obras \u00e9 o v\u00eddeo Bang-bang (2017) em que seis esculturas, feitas com a\u00e7o e garrafas de vidro, s\u00e3o alvejadas por tiros que partem de armas de fogo. Nesta obra, al\u00e9m de retornar ao tema da viol\u00eancia, assunto recorrente em seu trabalho, o artista faz refer\u00eancia ao \u00f3dio pela cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica, em refer\u00eancia aos epis\u00f3dios de censura sofridos por artistas e exposi\u00e7\u00f5es no Brasil a partir do fechamento da exposi\u00e7\u00e3o Queermuseu &#8211; Cartografias da Diferen\u00e7a na Arte Brasileira, no Santander Cultural em Porto Alegre em 2017. Em texto sobre a obra Bang Bang, a cr\u00edtica Luisa Duarte afirma:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Raul pensa e realiza Bang Bang \u00e0 luz dos acontecimentos de 2017, quando a arte contempor\u00e2nea brasileira se tornou alvo da sanha fascista que assola o Brasil, nos fazendo testemunhar in\u00fameros casos de censura \u00e0 liberdade de express\u00e3o.1 O v\u00eddeo pode ser lido, portanto, como uma resposta ao momento no qual a arte se tornou alvo de for\u00e7as violentas. Mas, note-se, Bang Bang jamais ilustra tal situa\u00e7\u00e3o, o que o tornaria panflet\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes instaura um acontecimento po\u00e9tico marcado pela concis\u00e3o. A garrafa, a forma geom\u00e9trica em a\u00e7o, o registro cin\u00e9tico ali investido que coloca tudo em um equil\u00edbrio t\u00eanue: o artista cria uma cena a um s\u00f3 tempo l\u00fadica e rigorosa, afetiva e s\u00f3bria, delicada e tesa. Esp\u00e9cie de ampulheta que conta um tempo que pode, a qualquer momento, se romper. Encontro de opostos: as garrafas vazias plenas de mem\u00f3rias que trazem in\u00fameras possibilidades narrativas e as formas geom\u00e9tricas met\u00e1licas fechadas em si mesmas.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No mesmo ano, Raul Mour\u00e3o apresenta com o artista Cabelo a exposi\u00e7\u00e3o Experienza Live Cinema #4, reunindo no espa\u00e7o O.M. Art (RJ) obras dos dois artistas e uma obra feita em dupla. Com esculturas, fotografias, objetos e proje\u00e7\u00f5es, a mostra fica no limiar entre exposi\u00e7\u00e3o e performance, estabelecendo di\u00e1logos livres entre os dois artistas, e convidados. Participaram da exposi\u00e7\u00e3o os artistas Lenora de Barros, Lucia Koch, Marcos Chaves, o coletivo Chelpa Ferro, Crackboysjr, e Anani Sanouvi (Cia Kawin). Dentro da programa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foram realizadas conversas abertas ao p\u00fablico com a artista Aleta Valente, o fil\u00f3sofo Bernardo Oliveira e o pesquisador e professor Frederico Coelho. Experienza Live Cinema #4 revela tamb\u00e9m uma parceria de trabalho antiga entre os dois artistas, que juntos criaram, em 2011, o Rato BranKo. Em 2016 o projeto se reconfigura como uma produtora, um laborat\u00f3rio experimental focado na realiza\u00e7\u00e3o de filmes, m\u00fasicas, e objetos de arte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2015, o artista lan\u00e7a a primeira edi\u00e7\u00e3o do Livro-Revista Raul Mour\u00e3o \u2013 Volume 1. Dividido em 14 cap\u00edtulos, a publica\u00e7\u00e3o \u00e9 uma esp\u00e9cie de deposit\u00e1rio de ideias, trabalhos e exposi\u00e7\u00f5es de Mour\u00e3o nos dez anos anteriores. Reunindo esculturas, desenhos, pinturas, projetos, fotos, frames de v\u00eddeos e maquetes eletr\u00f4nicas al\u00e9m de textos cr\u00edticos e entrevistas, o projeto conta tamb\u00e9m com a participa\u00e7\u00e3o de outros artistas e pensadores. Em 2020 foi lan\u00e7ado o Volume 2.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda em 2015 lan\u00e7ou, como diretor editorial, a Jacarand\u00e1 \u2013 revista trimestral sobre arte brasileira publicada em ingl\u00eas e distribu\u00edda internacionalmente. A publica\u00e7\u00e3o \u00e9 parte da plataforma hom\u00f4nima, de difus\u00e3o da arte brasileira no cen\u00e1rio internacional, criada em 2014 a partir de uma s\u00e9rie de encontros entre artistas e cr\u00edticos, organizados por Carlos Vergara. No mesmo ano do lan\u00e7amento da revista, o Jacarand\u00e1 tamb\u00e9m iniciou uma edi\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplos, desenvolvidos especialmente por artistas, com valor arrecadado na venda \u00e9 revertido na manuten\u00e7\u00e3o da plataforma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2019, estreou O m\u00eas que n\u00e3o terminou, primeiro longa-metragem de Francisco Bosco e Raul Mour\u00e3o. Com pr\u00e9-estreia mundial na 43\u00aa Mostra Internacional de Cinema de S\u00e3o Paulo, o document\u00e1rio prop\u00f5e a analisar o processo institucional e social do pa\u00eds desde junho de 2013 at\u00e9 a elei\u00e7\u00e3o para presidente de Jair Bolsonaro em 2018, a partir da an\u00e1lise de ativistas, cientistas pol\u00edticos, fil\u00f3sofos, psicanalistas e economistas. V\u00eddeos de artistas pl\u00e1sticos complementam a reflex\u00e3o sobre os fatos narrados.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Biografia do artista Raul Mour\u00e3o nasce no Rio de Janeiro (RJ) em 1967 e, durante a inf\u00e2ncia, seu contato com a arte come\u00e7a atrav\u00e9s de visitas a museus, com a fam\u00edlia, e na observa\u00e7\u00e3o de pinturas e desenhos que o pai realiza como hobbie. Na adolesc\u00eancia, desenvolve grande interesse por cinema, literatura, m\u00fasica e esportes. 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