{"id":1796,"date":"2021-05-14T15:04:43","date_gmt":"2021-05-14T15:04:43","guid":{"rendered":"https:\/\/view.raulmourao.com\/?page_id=1796"},"modified":"2025-06-02T01:53:09","modified_gmt":"2025-06-02T01:53:09","slug":"cuidado-quente","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.raulmourao.com\/en\/expo\/cuidado-quente\/","title":{"rendered":"CUIDADO QUENTE"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-cover alignfull has-parallax exhibition-submenu mb-0 mt-0\" style=\"min-height:500px;aspect-ratio:unset;\"><div class=\"wp-block-cover__image-background wp-image-1790 size-full has-parallax\" style=\"background-position:50% 50%;background-image:url(https:\/\/www.raulmourao.com\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/RM_2010_CuidadoQuente_07_1920.jpg)\"><\/div><span aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-cover__background has-background-dim\"><\/span><div class=\"wp-block-cover__inner-container is-layout-flow wp-block-cover-is-layout-flow\">\n<h1 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-ast-global-color-5-color has-text-color has-link-color wp-elements-9d98e82a1dd509b08f51bcdc3e03b611\">CUIDADO QUENTE<\/h1>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading has-text-align-center has-ast-global-color-5-color has-text-color has-link-color wp-elements-f84b85fb734aa68d8c2a462c49991533\">2010 &#8211; S\u00c3O PAULO, GALERIA NARA ROESLER<\/h6>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-62f96f40 wp-block-buttons-is-layout-flex\" style=\"margin-top:0;margin-bottom:0;padding-top:var(--wp--preset--spacing--40);padding-bottom:var(--wp--preset--spacing--40)\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link has-text-align-center wp-element-button\" href=\"#foto\">VIEWS<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-53cf6d22 wp-block-columns-is-layout-flex\" id=\"txt\" style=\"margin-top:var(--wp--preset--spacing--80);margin-bottom:var(--wp--preset--spacing--80);padding-top:0;padding-bottom:0\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:50%\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em sua primeira individual na galeria Nara Roesler, em S\u00e3o Paulo, Raul Mour\u00e3o apresenta uma s\u00e9rie de esculturas em a\u00e7o que marca um caminho novo em sua obra: o interesse pelo movimento motivado pelo encontro do artista com os acrobatas da companhia Intr\u00e9pida Trupe para o espet\u00e1culo Projeto: cole\u00e7\u00f5es, em que o grupo interagia com suas obras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00e3o pe\u00e7as que prop\u00f5em uma nova contempla\u00e7\u00e3o a partir do acionamento do mecanismo cin\u00e9tico pelo toque do espectador. Ao colocar as esculturas em movimento o espectador modifica o espa\u00e7o expositivo, adicionando uma real tens\u00e3o ao ambiente. A circula\u00e7\u00e3o entre as obras fica perigosa e exige um olhar mais atento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Elogio da instabilidade (prel\u00fadio a uma colis\u00e3o prov\u00e1vel)<\/h2>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" style=\"line-height:1.5\">por Jacopo Crivelli Visconti<\/h4>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA arte \u00e9 o que torna a vida mais interessante do que a arte\u2026\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Robert Filliou<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"scroll-offset wp-block-paragraph\" id=\"1txt\">Passear pelas obras de Raul Mour\u00e3o \u00e9 um pouco como andar na rua: d\u00e1 para ouvir a voz da cidade, sentir sua presen\u00e7a, tocar suas grades, suas casas, sua natureza sufocada; admirar seu futebol, seus Carnavais e seus artistas; aprender a conhecer seus cachorros, suas \u00e1rvores, seus pol\u00edticos, e todas as suas cores. O ateli\u00ea do artista (pode ser que de todo artista, mas de Raul Mour\u00e3o em especial) \u00e9 o lugar onde essa cidade para, e os encontros que ali acontecem sugerem que, talvez, seja tamb\u00e9m um ateli\u00ea para a cidade. Encontros programaticamente casuais, <a href=\"#1\">como o da m\u00e1quina de costura e do guarda-chuva na mesa de disseca\u00e7\u00e3o, ao lado de um globo ocular malhando abdominais.<sup>1<\/sup><\/a> O surrealismo de Raul Mour\u00e3o \u00e9 quase impercept\u00edvel, mascarado pelo acabamento impec\u00e1vel das obras e pela seriedade ir\u00f4nica com que seus Balan\u00e7os, por exemplo, uma vez acionados, se entregam a um moto aparentemente perp\u00e9tuo. Mas tem, evidentemente, um surrealismo latente na hist\u00f3ria do c\u00e3o que vira protagonista de reality show, ou nos movimentos de barata dos sete artistas pendurados na parede: <a href=\"#2\">um surrealismo de cinema, \u00e0 Anjo Exterminador,<sup>2<\/sup><\/a> refer\u00eancia submersa e talvez arbitr\u00e1ria, mas em todo caso plaus\u00edvel, para essas grades que se multiplicam e que contudo ningu\u00e9m v\u00ea, para esse aprisionamento impercept\u00edvel que s\u00f3 se explicitava na instala\u00e7\u00e3o no Museu Vale do Rio Doce, onde uma porta quase invis\u00edvel, repentinamente, se fechava, prendendo o visitante, exatamente como o limiar imagin\u00e1rio, inexplic\u00e1vel e intranspon\u00edvel que, no filme de Bu\u00f1uel, mant\u00e9m os aristocratas prisioneiros da mans\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"scroll-offset wp-block-paragraph\" id=\"2txt\">A maioria das obras de Raul Mour\u00e3o nasce da colis\u00e3o de formas e ideias, do atrito entre materiais e conceitos aparentemente incompat\u00edveis: mesmo trabalhos formalmente quase minimalistas brotam desse esfor\u00e7o de acumula\u00e7\u00e3o. <a href=\"#3\">Pequenas esculturas, somadas a uma grande, formam um conjunto ou uma outra escultura,<sup>3<\/sup><\/a> dizia o artista h\u00e1 alguns anos, quase descrevendo, ou prevendo, a obra Passagem, realizada em 2010, em que pequenas esculturas, Balan\u00e7os, s\u00e3o somadas a uma grande Grade, que as envolve, sugerindo novas interpreta\u00e7\u00f5es de cada um dos elementos. Vazios e sali\u00eancias replicam na Grade as silhuetas dos Balan\u00e7os, explicitando o parentesco entre os trabalhos, enquanto outras aberturas, que permitem a entrada dos visitantes, quase equiparam balan\u00e7os e pessoas. Outras obras, como Surdo-Mudo, ou ainda a personagem de Cartoon, esmagada por uma imensa pedra-cubo de madeira, pertencem a esse mesmo universo, em que as coisas quase nunca chegam a conversar e fundir-se: apenas aproximam-se, ou ent\u00e3o colidem. E desse choque nascem obras que s\u00e3o quase poesias visuais, em que o t\u00edtulo \u00e9 parte integrante da obra (&#8230;) <a href=\"#4\">como a defini\u00e7\u00e3o do material, do tamanho ou da t\u00e9cnica.<sup>4<\/sup><\/a> Ou nascem ideias, como aquela do Cego S\u00f3 Bengala, em que o cego parece estar para a faca assim como a bengala est\u00e1 para <a href=\"#5\">a l\u00e2mina de Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto,<sup>5<\/sup> <\/a>mas cuja raz\u00e3o de ser n\u00e3o \u00e9 apenas (ou n\u00e3o diretamente) o universo po\u00e9tico, e sim, novamente, uma colis\u00e3o imprevis\u00edvel na cidade: <a href=\"#6\">a escolha desses personagens se d\u00e1 porque eles v\u00e3o esbarrando em n\u00f3s todo o tempo.<sup>6<\/sup><\/a> E esse \u201cn\u00f3s\u201d, somos todos: visitantes, observadores, cidad\u00e3os, artistas: <a href=\"#7\">entendo que todo artista \u00e9 cidad\u00e3o,<sup>7<\/sup><\/a> disse Raul Mour\u00e3o, ou talvez todo cidad\u00e3o seja artista, como dizia Beuys.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"scroll-offset wp-block-paragraph\" id=\"3txt\">A precis\u00e3o das formas das obras parece apontar para uma linhagem concreta, que se faz particularmente evidente nas s\u00e9ries de trabalhos que exploram e escancaram a geometria do campo de futebol, mas aparece tamb\u00e9m em obras como as pinturas que replicam placas de estrada ou sinais de tr\u00e2nsito, ou em Sem bra\u00e7os e sem cabe\u00e7a, cujos personagens poderiam ser dois pluriobjetos de Willys de Castro que, cansados da imobilidade, tivessem decidido descer da parede e sair para conhecer o mundo. Onde essa filia\u00e7\u00e3o se faz mais evidente, contudo, \u00e9 mesmo na s\u00e9rie das Grades, e nos Balan\u00e7os que constituem seu desdobramento quase natural: a inevit\u00e1vel anima\u00e7\u00e3o de objetos t\u00e3o cheios de vida, t\u00e3o pr\u00f3ximos da vida. Cada vez que algu\u00e9m os aciona, os Balan\u00e7os reencenam a transi\u00e7\u00e3o do concretismo para o neoconcretismo, a apari\u00e7\u00e3o do movimento e da intera\u00e7\u00e3o, a corrup\u00e7\u00e3o da reta, <a href=\"#8\">parafraseando novamente o poeta.<sup>8<\/sup><\/a> \u00c0 primeira vista, poderia parecer que essa corrup\u00e7\u00e3o, e a aparente impossibilidade de parar o movimento, contradigam o esmero dos acabamentos, a inflexibilidade das linhas, a retid\u00e3o dos \u00e2ngulos das obras de Raul Mour\u00e3o. Mas a verdade \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 contradi\u00e7\u00e3o, tudo est\u00e1 imbricado, e \u00e9 por isso tamb\u00e9m que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel falar de uma obra sem falar de todas as outras, e mesmo assim sabendo que a vis\u00e3o ser\u00e1 parcial: <a href=\"#9\">seria preciso discutir o que o artista est\u00e1 fazendo, antes do que as obras que resultam desse fazer.<sup>9<\/sup><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"scroll-offset wp-block-paragraph\" id=\"4txt\">E, como n\u00e3o poderia deixar de ser, como a pr\u00f3pria cidade da qual ele constr\u00f3i, um peda\u00e7o de cada vez, o retrato mais inapreens\u00edvel (e, portanto, mais fiel), Raul Mour\u00e3o n\u00e3o para de fazer: concebe roteiros, alimenta seu blog, organiza encontros e trocas, publica revistas, abre e fecha espa\u00e7os expositivos, ateli\u00eas e galerias, faz poemas falsamente despretensiosos e escreve textos sobre artistas. Inclusive comp\u00f5e, por vezes, elogios surpreendentes, aut\u00eanticas declara\u00e7\u00f5es de amor para uma arte que trilha o caminho da <a href=\"#10\">imperman\u00eancia, do quase-invis\u00edvel, do ef\u00eamero:<sup>10<\/sup><\/a> todos aspectos aparentemente alheios ou at\u00e9 antit\u00e9ticos ao seu fazer art\u00edstico, mas que, no fundo, n\u00e3o fazem mais do que revelar, de novo, o desejo de ver tudo, de entender tudo, de viver tudo. \u00c0 luz disso, cabe imaginar que o pr\u00f3prio movimento incans\u00e1vel dos Balan\u00e7os aponte, entre outras coisas, para essa op\u00e7\u00e3o de Raul Mour\u00e3o pela potencialidade, aludindo a uma atitude aberta, programaticamente amb\u00edgua, em constante desequil\u00edbrio. Aparentemente, <a href=\"#11\">os Balan\u00e7os seriam o ensaio para algo maior,<sup>11<\/sup><\/a> mas nada impede de pensar que eles sejam, ao mesmo tempo, o ensaio para algo menor, o prel\u00fadio \u00e0 abertura total ou talvez, at\u00e9, \u00e0 dissolu\u00e7\u00e3o definitiva no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"scroll-offset wp-block-paragraph\" id=\"1\"><a href=\"#1txt\"><sup>1<\/sup> Texto do artista publicado no cat\u00e1logo da exposi\u00e7\u00e3o Cego S\u00f3 Bengala, no Centro Universit\u00e1rio Maria Antonia \u2013 USP, S\u00e3o Paulo, 2003.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"scroll-offset wp-block-paragraph\" id=\"2\"><a href=\"#1txt\"><sup>2<\/sup> Lu\u00eds Bu\u00f1uel, 1962.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"scroll-offset wp-block-paragraph\" id=\"3\"><a href=\"#2txt\"><sup>3<\/sup> MOUR\u00c3O, Raul. Sem t\u00edtulo. Texto publicado na Rio Artes e Literatura, #2, Rio de Janeiro, 1992.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"scroll-offset wp-block-paragraph\" id=\"4\"><a href=\"#2txt\"><sup>4<\/sup> Entrevista com Felipe Scovino, em SCOVINO Felipe (Ed.). Arquivo contempor\u00e2neo. Rio de Janeiro: Editora 7Letras, 2009. p. 286.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"scroll-offset wp-block-paragraph\" id=\"5\"><a href=\"#2txt\"><sup>5<\/sup> Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto, em \u201cUma faca s\u00f3 l\u00e2mina (ou: Serventia das ideias fixas)\u201d, 1955.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"scroll-offset wp-block-paragraph\" id=\"6\"><a href=\"#2txt\"><sup>6<\/sup> Entrevista com Felipe Scovino. Op. cit., p. 286.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"scroll-offset wp-block-paragraph\" id=\"7\"><a href=\"#2txt\"><sup>7<\/sup> Idem, p. 280.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"scroll-offset wp-block-paragraph\" id=\"8\"><a href=\"#3txt\"><sup>8<\/sup> Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto, em Coisas de cabeceira, Sevilha (poema presente em \u201cA educa\u00e7\u00e3o pela pedra\u201d, 1962\/1965), fala da incorruptibilidade da linha reta.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"scroll-offset wp-block-paragraph\" id=\"9\"><a href=\"#3txt\"><sup>9<\/sup> Roy Ascott apud LIPPARD, Lucy. Six years: the dematerialization of the art object from 1966 to 1972. New York: Praeger, 1973. p. 3.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"scroll-offset wp-block-paragraph\" id=\"10\"><a href=\"#4txt\"><sup>10<\/sup> Ver, por exemplo, os textos sobre Fernanda Gomes (\u201cVisita \u00e0 camarada\u201d F. , 2001) e Jo\u00e3o Mod\u00e9 (\u201cNovo de novo\u201d, 2002), em MOUR\u00c3O, Raul. ARTE BRA. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2007.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"scroll-offset wp-block-paragraph\" id=\"11\"><a href=\"#4txt\"><sup>11<\/sup> Ver o texto de Felipe Scovino, \u201cDo ferro ao afeto\u201d, publicado na exposi\u00e7\u00e3o Balan\u00e7o Geral, no Atelier Subterr\u00e2nea, Porto Alegre, 2010.<\/a><\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-ec4b0cf0 wp-block-columns-is-layout-flex\" id=\"autoria\" style=\"margin-top:var(--wp--preset--spacing--80);margin-bottom:var(--wp--preset--spacing--80);padding-top:0;padding-right:0;padding-bottom:0;padding-left:0\">\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-container-core-column-is-layout-cf6d74a5 wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"padding-top:var(--wp--preset--spacing--60);padding-right:0;padding-bottom:var(--wp--preset--spacing--60);padding-left:0;flex-basis:25%\">\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized is-style-rounded\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.raulmourao.com\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/RM_Author_Vol1_JacopoCrivelliVisconti.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1626\" style=\"aspect-ratio:1;object-fit:cover;width:200px\" srcset=\"https:\/\/www.raulmourao.com\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/RM_Author_Vol1_JacopoCrivelliVisconti.jpg 683w, https:\/\/www.raulmourao.com\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/RM_Author_Vol1_JacopoCrivelliVisconti-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.raulmourao.com\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/RM_Author_Vol1_JacopoCrivelliVisconti-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:50%\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Jacopo Crivelli Visconti<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Curador e cr\u00edtico de arte, \u00e9 doutor em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). Foi membro da equipe da Funda\u00e7\u00e3o Bienal de S\u00e3o Paulo entre 2001 e 2009, quando realizou a curadoria da participa\u00e7\u00e3o oficial brasileira na 52\u00aa Exposi\u00e7\u00e3o Internacional de Arte \u2013 La Biennale di Venezia (2007).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-left is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-b192c3d7 wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/biennialfoundation.org\/2020\/02\/jacopo-crivelli-visconti-curators-perspective\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Show more<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:25%\"><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-c867aa9c wp-block-columns-is-layout-flex\" id=\"foto\" style=\"margin-top:var(--wp--preset--spacing--80);margin-bottom:var(--wp--preset--spacing--80)\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\">\n<figure class=\"alignwide view-masonry wp-block-coblocks-gallery-masonry alignwide masonry-grid has-lightbox view-masonry has-custom-gutter\" style=\"--coblocks-custom-gutter:0.1em\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large masonry-brick\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"697\" src=\"https:\/\/raulmourao.com\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/RM_2010_CuidadoQuente_00_1920-1024x697.jpg\" alt=\"Image gallery image\" class=\"wp-image-1795\" srcset=\"https:\/\/www.raulmourao.com\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/RM_2010_CuidadoQuente_00_1920-1024x697.jpg 1024w, https:\/\/www.raulmourao.com\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/RM_2010_CuidadoQuente_00_1920-300x204.jpg 300w, https:\/\/www.raulmourao.com\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/RM_2010_CuidadoQuente_00_1920-768x522.jpg 768w, 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